minha flor me deu um botão
era a rosa que saiu no verão
tão bela, vermelha e perfumada
quase perfeita, não fossem os espinhos...
mas que detalhe elegante,
naquela explosão rubra, uns verdes espinhos
que nem machucavam,
só me acariciavam
era verão, então veio o outono
e o inverno, com o frio
e a rosa com o calor
enquanto eu me distraia com bobagens...
qual não foi a minha surpresa
quando vi, ali, despedaçada no chão,
a bela rosa, morta pela geada
pensei que era o fim.
porém a vida é um teatro de improvisos
e a surpresa de assalto me causou novos risos
eis que uma nova rosa desabrocha na primavera
tão bela quanto aquela, me encantando com seu charme
camuflado em espinhos.
Meu nome é Felipe Leão, sou catanduvense e escrevo poesias como hobby. Escolhi este nome para o blog justamente por figurar no anonimato e longe de ser um grande nome da literatura brasileira.
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Chuva
hoje choveu
eu vi as pessoas saírem as ruas
em seus trajes de chuva.
hoje choveu e eu não saí
fiquei em casa, pensando em como a vida é bela
e em como ela é sofrida...
hoje choveu e eu pensei em você
como se todo o resto fosse rotina
e a chuva um mero detalhe perto da sua presença.
Hoje a chuva não me mohlou
mas meu coração se enxugou
das lágrimas que deixei cair...
Amanhã a chuva já passou
e foi por aí, molhar outros amores
ser notícia no jornal da mente de outras pessoas.
eu vi as pessoas saírem as ruas
em seus trajes de chuva.
hoje choveu e eu não saí
fiquei em casa, pensando em como a vida é bela
e em como ela é sofrida...
hoje choveu e eu pensei em você
como se todo o resto fosse rotina
e a chuva um mero detalhe perto da sua presença.
Hoje a chuva não me mohlou
mas meu coração se enxugou
das lágrimas que deixei cair...
Amanhã a chuva já passou
e foi por aí, molhar outros amores
ser notícia no jornal da mente de outras pessoas.
A motosserra
um milhão de hectares
virando fumaça
infinitas particulas de ar
sendo castradas
somos como nossas arvores,
também morremos
somos como o esterco
mas não adubamos
maqueie o meu rosto
e me chame de palhaço
aí eu te mostro minha cidade
e te falo como eu moro
te falo como eu morri
como foi o enterro e tudo mais
você faz gracinha com a minha felicidade
e eu te falo como é ruim esta idade
a motosserra continua matando
a bala, o troco e o beijo também
nesta cidade a chuva acida corroeu meu cerebro
não sei como ainda não fui pro além...
é provavel que eu te encontre lá também
amem, amem, amem,
eu você tu e ele também
amem, amem, amem,
nós, vós e eles além
Amém
virando fumaça
infinitas particulas de ar
sendo castradas
somos como nossas arvores,
também morremos
somos como o esterco
mas não adubamos
maqueie o meu rosto
e me chame de palhaço
aí eu te mostro minha cidade
e te falo como eu moro
te falo como eu morri
como foi o enterro e tudo mais
você faz gracinha com a minha felicidade
e eu te falo como é ruim esta idade
a motosserra continua matando
a bala, o troco e o beijo também
nesta cidade a chuva acida corroeu meu cerebro
não sei como ainda não fui pro além...
é provavel que eu te encontre lá também
amem, amem, amem,
eu você tu e ele também
amem, amem, amem,
nós, vós e eles além
Amém
O gato
quem é que quando destraído me encanta
qual mancha branca passando em correria
é ele que floreia, pula, e faz folia
se escondendo nos túneis do jardim
se encontra um canino é uma aventura, desafio
se percebe um rasante de asas logo fica alerta:
a janta é minha mas ainda tá esperta!
nada como uma boa caçada para abrir o apetite
coça, deita, espreguiça
sonha tanto que até faz pose
é bela pintura em cima da mesa
dos ratos e baratas faz facil presa
é bohemio nas noites da cidade
faz serenata indesejada nos telhados
celebra sua vida todos os dias
sem medo de se perder por aí...
qual mancha branca passando em correria
é ele que floreia, pula, e faz folia
se escondendo nos túneis do jardim
se encontra um canino é uma aventura, desafio
se percebe um rasante de asas logo fica alerta:
a janta é minha mas ainda tá esperta!
nada como uma boa caçada para abrir o apetite
coça, deita, espreguiça
sonha tanto que até faz pose
é bela pintura em cima da mesa
dos ratos e baratas faz facil presa
é bohemio nas noites da cidade
faz serenata indesejada nos telhados
celebra sua vida todos os dias
sem medo de se perder por aí...
Blues sem ponto final
as vezes penso que é uma cena
um movimento, uma nota,
que é apenas uma festa
um gracejo sem nada em troca
as vezes vai e volta
sem dizer porque foi
salva a pele de quem ficou
conta a história de quem não voltou
sabe das folhas e dos sóis
das praias e faróis;
dos dias e das noites és rainha
pros leigos, garotinha.
o que será que te incomoda?
a tristeza é um mero detalhe.
qual forma te fez,
que tão branca é tua tez?
O Sol é o castigo
a Lua é o prazer
és estrela e mendigo
estricnina letal
ela é a garota sem ponto final.
um movimento, uma nota,
que é apenas uma festa
um gracejo sem nada em troca
as vezes vai e volta
sem dizer porque foi
salva a pele de quem ficou
conta a história de quem não voltou
sabe das folhas e dos sóis
das praias e faróis;
dos dias e das noites és rainha
pros leigos, garotinha.
o que será que te incomoda?
a tristeza é um mero detalhe.
qual forma te fez,
que tão branca é tua tez?
O Sol é o castigo
a Lua é o prazer
és estrela e mendigo
estricnina letal
ela é a garota sem ponto final.
Sem ar
desde o principio o homem sempre esteve,
o homem sempre está,
o homem sempre estará.
existe uma roda girando
existe algo andando em torno do sol
existe um sol.
existe a espera,
o rumor de passos,
e o torpor do espaço
sem ar.
o vazio,
e a estrada sem rumo,
sem pressa de chegar,
provoca um calafrio.
um murmúrio insiste em quebrar
o silencio.
mais uma porta se abre,
mais um corpo que cai.
na pausa do compasso 4, um contratempo
sinais.
e a glória perdida agora é o triunfo
a lampada apagada e as lembranças num baú
os olhos fitos no espelho
sem ar.
o homem sempre está,
o homem sempre estará.
existe uma roda girando
existe algo andando em torno do sol
existe um sol.
existe a espera,
o rumor de passos,
e o torpor do espaço
sem ar.
o vazio,
e a estrada sem rumo,
sem pressa de chegar,
provoca um calafrio.
um murmúrio insiste em quebrar
o silencio.
mais uma porta se abre,
mais um corpo que cai.
na pausa do compasso 4, um contratempo
sinais.
e a glória perdida agora é o triunfo
a lampada apagada e as lembranças num baú
os olhos fitos no espelho
sem ar.
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