nas garagens da vida, ainda que anônimo,
eu existo e persisto até que o fim seja inevitável.
nestes dias de incerteza,
Me consola saber que ele sempre vem.
nas alcovas sujas batem corações humanos, porém cruéis,
porque o homem é o único ser que faz diferença dos seus semelhantes.
Vejo as horas escorrendo pelos bueiros,
os dias indo guela abaixo nas bocas de lobo.
e nada muda, não há nada de novo no front.
somos sementes que não brotaram,
mas fazemos um futuro de faz de conta,
eu te ensino e você finge que aprende,
como nossos pais, nossos irmãos e amigos.
tão natural que já virou comédia no programa do Faustão.